Vale a pena morar no Jardim Amália, Volta Redonda? Preço e o hospital

Bairro residencial do setor Centro-Sul, com hospital de referência, escolas e comércio de rua. Casas de R$ 420 mil a R$ 3 milhões e o que conferir antes de comprar.

Cena editorial de apresentação de um imóvel residencial
Imagem editorial ilustrativa; não retrata um imóvel anunciado no Jardim Amália.

Em resumo

  • O Jardim Amália é um bairro predominantemente residencial do setor Centro-Sul de Volta Redonda, oficializado em 1979 sobre terras de duas antigas fazendas, com 72 ruas e 11 praças.
  • Reúne o Hospital Jardim Amália, referência regional em oncologia, escolas particulares, igrejas e comércio de rua em crescimento; a entrada é pela BR-393 e um viaduto liga o bairro ao centro.
  • Em setembro de 2026, anúncios de apartamentos iam de R$ 280 mil a R$ 1,5 milhão e casas de R$ 420 mil a R$ 3,19 milhões. Estacionamento nas ruas e o viaduto em obras são os pontos a conferir.

Onde fica o Jardim Amália e com quem faz divisa?

O Jardim Amália fica no setor Centro-Sul de Volta Redonda e, segundo a prefeitura, faz divisa com São Geraldo, Água Limpa e São João. A entrada principal é pela BR-393, a Rodovia Lúcio Meira, e o Viaduto Prefeito Sávio Gama liga o bairro à Avenida Amaral Peixoto, no Centro.

Páginas de imobiliárias citam cerca de 1,2 km até o Aterrado e 3,6 km até a Vila Santa Cecília; são distâncias comerciais, não medidas oficiais, mas dão a ordem de grandeza: o bairro é residencial e, ao mesmo tempo, próximo do centro administrativo.

Jardim Amália I e II são subdivisões usadas por anúncios e moradores dentro do mesmo bairro oficial; Morada da Colina é um loteamento residencial dentro do Jardim Amália, confirmado em edital de leilão e no cadastro de CEP de suas ruas. Já o Jardim Normandia, vizinho, é bairro oficial distinto, com CEPs próprios — não é subdivisão do Jardim Amália, apesar de aparecer junto em alguns mapas colaborativos.

Como o bairro nasceu

O bairro surgiu nas terras das fazendas Guarda Mor e Volta Redonda, que pertenceram a Carlos Monteiro de Barros e foram vendidas a Chrispim Assis Pereira e loteadas. O nome homenageia Amália de Oliveira Fonseca. O decreto municipal que o oficializou é de 1979.

A prefeitura registrava 5.781 moradores em 1991 e 6.492 em 2000; compilações do Censo 2010 apontam 8.714. Não há recorte oficial por bairro no Censo 2022. Em 2018, a prefeitura contava 72 ruas, 11 praças, um viaduto e uma passarela.

O perfil é residencial, com comércio de rua em crescimento: farmácia, pet shop, padaria, bar e cafeteria. A prefeitura também descreve o bairro como ponto de educação e lazer noturno para os mais jovens. Anúncios o chamam de alto padrão; trate isso como linguagem comercial, não como dado.

O que tem por perto: hospital, escolas, praças e igrejas

O Hospital Jardim Amália, o HINJA, fica na Rua Dr. Miguel Couto, 70. É privado e referência regional em oncologia de alta complexidade. No mesmo cruzamento das ruas Manoel dos Santos Gonçalves e Senador Alfredo Ellis funciona o GAPC, grupo de apoio a pessoas com câncer.

Entre as escolas, o Centro Educacional Jardim Amália, o CEJA, está na Rua Vereador Benedito Fonseca, 439, com uma segunda unidade na Rua Q, 463, na Morada da Colina; o Instituto de Cultura Técnica, o ICT, fica na Rua Alberto Cunha Rodrigues, 39. A Escola Municipal Miguel Couto Filho fica no Jardim Normandia e a Escola Municipal Sergipe no Aero Clube, portanto perto, mas não dentro do bairro.

A lista da Secretaria de Saúde não traz unidade básica de saúde dentro do Jardim Amália; a atenção primária é atendida por unidades vizinhas. Para compras maiores, o Sider Shopping fica na Vila Santa Cecília.

  • Praça José Luiz Monteiro, com quadra poliesportiva, e Praça Dona Santinha, na rotatória.
  • Comunidade Divino Espírito Santo, na Rua Florêncio de Abreu, 266, e Capelania Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Rua Dr. Miguel Couto, 78.
  • Comércio de rua nas vias principais, com farmácia, padaria e cafeterias.

Como é se deslocar a partir do Jardim Amália

As vias citadas em fontes oficiais são a BR-393, a Rua Senador Alfredo Ellis, a Rua Senador Pinheiro Machado, a Rua Dr. Miguel Couto, a Rua Papa Paulo VI e a Rua Coronel Camilo de Assis, que teve o sentido invertido em 2018 para desafogar o trânsito sob o viaduto.

A linha 525, Açude x Vila via Jardim Amália I, e a linha 530, da Viação Elite, atendem o bairro, com horários atualizados pela prefeitura em agosto de 2025. Aplicativos de transporte listam ainda as linhas 180, 230, P145, P190, P546 e P710 a P750.

O Viaduto Jardim Amália x Aterrado, chamado DeMob 1, liga a BR-393 à Avenida Integração e ao Fórum. A obra começou em 2022, ficou parada entre julho de 2024 e março de 2025 e foi retomada; não encontramos data de conclusão. Quando pronto, encurta o trajeto ao centro administrativo.

Que tipo de imóvel existe e quanto custa (amostra de anúncios)

Há casas de 113 a 555 m², apartamentos de 69 a 429 m², coberturas e casas em condomínio, como o Village Santa Helena, com portaria eletrônica. Terrenos ainda aparecem à venda no Jardim Amália II.

Em setembro de 2026, o Chaves na Mão listava 227 apartamentos, de R$ 380 mil a R$ 820 mil, com 2 a 3 quartos e 69 a 198 m². A Claudio Imóveis tinha 18 unidades, de R$ 320 mil por 79 m² a R$ 1,5 milhão por 429 m². Na Nacelli, um apartamento de 2 quartos e 89 m² pedia R$ 280 mil e uma cobertura de 4 quartos, R$ 1,38 milhão.

Entre as casas, o Chaves na Mão mostrava 147 anúncios, de R$ 680 mil a R$ 3,19 milhões por uma casa de 555 m² na Rua Carlos Simões; a Claudio Imóveis ia de R$ 420 mil a R$ 900 mil. Um terreno de 360 m² no Jardim Amália II aparecia por R$ 380 mil. São preços pedidos; o valor de cada imóvel depende de estado, documentação e posição na rua.

Pontos de atenção antes de decidir

Estacionamento é a queixa mais recente: em junho de 2026, reportagem mostrou ruas de mão dupla tomadas por carros dos dois lados por falta de garagens. Se o imóvel não tem vaga, faça a conta de onde o carro vai dormir. Em 2021, o cruzamento das ruas Manoel dos Santos Gonçalves e Senador Alfredo Ellis acumulava acidentes por sinalização precária.

A rede de água antiga, de ferro fundido, comprometia o abastecimento; o SAAE começou a trocar 5,37 km de tubulação em junho de 2025. Pergunte ao vendedor e aos vizinhos como está a pressão da água na rua hoje.

Uma torre de telecomunicações de 40 metros, sem alvará e com risco estrutural, teve remoção judicial em maio de 2026. Em ocorrências policiais, há registro de furto em escola em abril de 2025 e tentativa de invasão de obra em setembro de 2025. Não encontramos registro de alagamento no bairro nas chuvas de abril de 2025.

Para quem o Jardim Amália costuma fazer sentido

Se você quer casa ou apartamento em bairro residencial, perto do centro administrativo e com hospital, escolas e igrejas a poucas quadras, o Jardim Amália atende bem. Famílias com crianças encontram opção de escola particular dentro do bairro e praças com quadra.

Se a prioridade é comércio de rua completo e transporte intermunicipal, a Vila Santa Cecília concentra isso. Se você procura condomínio fechado de casas com mais área, compare com o Jardim Belvedere, na Zona Sul.

Antes de propor, defina por escrito o que precisa funcionar na sua rotina, visite em horário de pico para ver o estacionamento e confira a documentação. Comece pelos imóveis disponíveis no bairro e leve as perguntas deste guia.

Perguntas frequentes

O Jardim Amália é um bairro residencial?

Sim. A prefeitura o descreve como predominantemente residencial, com comércio de rua em crescimento. Tem 72 ruas, 11 praças, escolas particulares, hospital privado e igrejas, no setor Centro-Sul da cidade.

Qual é a diferença entre Jardim Amália I e II?

São subdivisões usadas por moradores e anúncios dentro do bairro oficial Jardim Amália, assim como o loteamento Morada da Colina. Não há fonte oficial descrevendo diferença de perfil entre elas; confira o endereço na matrícula do imóvel.

Quanto custa uma casa no Jardim Amália?

Em setembro de 2026, anúncios iam de R$ 420 mil a R$ 3,19 milhões, com a maior parte das casas entre R$ 680 mil e R$ 900 mil nos portais amostrados. O preço depende de área, estado de conservação, vaga e documentação.

Tem hospital no Jardim Amália?

Sim. O Hospital Jardim Amália, o HINJA, na Rua Dr. Miguel Couto, 70, é privado e referência regional em oncologia de alta complexidade. Não há unidade básica de saúde municipal dentro do bairro na lista da Secretaria de Saúde.

Como chegar ao Jardim Amália vindo do centro?

Pelo Viaduto Prefeito Sávio Gama, que liga a Avenida Amaral Peixoto ao bairro, ou pela BR-393. As linhas 525 e 530 da Viação Elite atendem o bairro. Um segundo viaduto, o DeMob 1, ligando à Avenida Integração, estava em obras em 2025.

Fontes

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Aline Capobiango, corretora de imóveis
Aline CapobiangoCRECI 100746

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